A Nobre casa de Guedes

Este blog não poupará as mentiras de Nobre Guedes e os crimes da rede que anos a fio mercadejou ruínas, terrenos e almas, de forma absolutamente impune. A legalidade exemplar de Guedes é um exemplo vergonhoso de violação das leis, do decoro e da inteligência. A cultura de poder deste turiferário da extrema-direita fede e a prosápia nauseia. Leia este blog com lenço à mão...

25.12.04


Nobre Guedes Vence Santana na Questão do Incinerador

Só para arquivo, registe-se que no seu jornal favorito Guedes surge encomiado tipo herói no casus belli com Santana, pela pena da
ANA FERNANDES (Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004). A vitória é de Pirro, a cena da demissão de um demitido caricata, mas nada disso perturba esta pena e a triunfal cena tem descrição gloriosa.Atente-se na deliciosa prosa:

«O Ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, venceu o braço-de-ferro que ontem manteve com o primeiro-ministro Santana Lopes a propósito da não-construção de um incinerador na região Centro do país. O desfecho deste caso, que ontem ocupou parte da agenda política, deu-se perto das 21h30, numa renião entre Santana e Nobre Guedes onde, segundo o assessor de imprensa do Ministério do Ambiente, Miguel Braga, o primeiro-ministro deu "apoio incondicional" à solução preconizada por Nobre Guedes.

João Paulo Velez, assessor de imprensa do primeiro-ministro, disse também ontem ao PÚBLICO que o assunto foi "imediatamente esclarecido" na reunião entre Santana e Nobre Guedes. Segundo Velez, a reunião entre os dois foi adiada para a noite, porque o primeiro-ministro esteve fora do gabinete por razões pessoais em parte do dia e teve, depois, várias audiências durante a tarde. De acordo com a Rádio Ranascença, durante este período Nobre Guedes chegou a ponderar a demissão e a dar um prazo de 24 horas a Santana para que voltasse a repor a normalidade no processo.

Tudo começou por volta das 13h00, quando Nobre Guedes se preparava para anunciar em conferência de imprensa que os detritos dos habitantes dos distritos de Coimbra, Aveiro, Viseu e Leiria seriam objecto de tratamento mecânico e biológico - e não incinerados, como pretendia a Empresa de Tratamento de Resíduos Sólidos do Centro (ERSUC), de que é presidente Miguel Almeida, ex-chefe de gabinete de Santana Lopes na Câmara de Lisboa. A decisão merecia a concordância das associações ambientalistas.

Uma hora antes da conferência de imprensa, o gabinete do primeiro-ministro pediu para cancelar o encontro com os jornalistas e exigiu mais esclarecimentos por parte do Ambiente. As pressões de militantes do PSD sobre o primeiro-ministro foram apontadas como as principais responsáveis por esta indecisão de Santana. Há uma semana e meia, aliás, quando já se esperava que Nobre Guedes anunciasse a sua decisão, a ERSUC divulgou novo Plano Integrado de Gestão de Resíduos Urbanos, que mantinha o projecto de um incinerador. A Quercus reagiu na ocasião, considerando que a divulgação deste plano não passava de uma tentativa para pressionar Nobre Guedes.

Militantes do PSD, contactados pelo PÚBLICO, argumentam que o incinerador já estava previsto e aprovado. De facto, José Eduardo Martins, secretário de Estado do Ambiente no tempo de Durão Barroso, previu a construção de mais uma central de incineração na estratégia que apresentou para os resíduos biodegradáveis. Porém, Luís Nobre Guedes, numa revisão deste documento para enviar para Bruxelas, acrescentou, onde se falava em incineração, "ou outra alternativa que seja económica e ambientalmente viável". Além disso, não foi aprovada a construção da central, já que o problema da localização continua por resolver.

A construção de um incinerador tem sido muito criticada pelos ambientalistas, que, num estudo que realizaram, concluíram que esta opção saía mais caro aos contribuintes do que o tratamento mecânico e biológico. Face a estes dados, o Governo decidiu encomendar, à Universidade Nova de Lisboa, um estudo que comparasse, economicamente, as várias alternativas.

Essa avaliação concluía que a incineração implicaria um custo de 26,5 euros por tonelada, enquanto que separar o lixo e reciclá-lo se ficaria pelos 16 euros. A opção mais barata - 15 euros por tonelada - seria a da deposição em aterro acompanhada por estratégias já existentes, como a reciclagem de embalagens e dos biodegradáveis recolhidos junto dos grandes produtores como os restaurantes.

O ministro pediu para aprofundar o estudo, aplicando-o ao caso específico da ERSUC. A conclusão foi idêntica. Foi com base nesta e noutras avaliações que Nobre Guedes decidiu desistiu do incinerador.

Nobre Guedes realizará hoje, pelas 16h00, a conferência de imprensa prevista para ontem". [ a frase final é um achado: fica claro que Guedes esmagou o pobre Lopes]

1 Comments:

Blogger Polietileno said...

Caro "Sr. Luis Nobre Guedes" (LOL!)

Desculpe não usar o seu endereço electrónico, mas este não está a funcionar.

Estou a escrever-lhe em nome da Comunidade portuguesa de Ambientalistas para lhe chamar a atenção de que no seu blog a barra da comunidade não está visível.

Se tiver perdido o código da barra diga, por favor, que eu forneço-lho de novo.

Se por acaso já não quiser fazer parte da da lista da Comunidade, por favor queira avisar-me.

Terá de compreender que não é justo que todos os outros membros da comunidade tenham a barra da comunidade visível e o "A NOBRE CASA DE GUEDES" não.

Se passar muito tempo e não tiver ainda colocado a barra, serei obrigado a retirar o "A NOBRE CASA DE GUEDES" da lista da comunidade.

Penso que a comunidade é importante para que haja redireccionamento dos leitores para várias maneiras de encarar a perspectiva ambientalista e vários temas. Não concorda?

Os meus parabéns pelo seu blog, é um trabalho de persistência impressionante!

Saudações Ambientalistas!

Poli Etileno
mail: polietileno@portugalmail.pt

9 de janeiro de 2005 às 16:37  

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