A Nobre casa de Guedes

Este blog não poupará as mentiras de Nobre Guedes e os crimes da rede que anos a fio mercadejou ruínas, terrenos e almas, de forma absolutamente impune. A legalidade exemplar de Guedes é um exemplo vergonhoso de violação das leis, do decoro e da inteligência. A cultura de poder deste turiferário da extrema-direita fede e a prosápia nauseia. Leia este blog com lenço à mão...

13.11.04

Num artigo denominado "Um ministro contraditório", Mário Lino, assinalou várias contradições de Guedes e a sua obsessão anti-Sócrates, o que capta bem a natureza do "animal político" (feroz) que está no Ambiente.
Lino escreve (4-11-04, DE):«Quem teve a oportunidade e o interesse em assistir, no Canal Parlamento da TV Cabo, à transmissão da recente audição do ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território perante a Comissão Parlamentar de Poder Local, Ordenamento do Território e Ambiente, não pode ter deixado de ficar muito surpreendido com as intervenções de Nobre Guedes e de constatar o autêntico exercício do contraditório feito por este ministro face aos seus três antecessores – Isaltino Morais, Amílcar Theias e Arlindo Cunha – e ao que tem sido a política de Ambiente do Governo da actual maioria no Parlamento.

Desde logo, porque apesar de ser um ministro do CDS/PP, Partido que, no seu Programa Eleitoral de 1999, propunha o desaparecimento do Ministério do Ambiente e a sua substituição por uma Secretaria de Estado integrada no Ministério da Agricultura, Nobre Guedes procurou passar uma imagem de grande e empenhado defensor de importantes causas ambientais, desde a protecção do litoral até ao combate aos interesses que atentam contra a qualidade do ambiente, passando pelo desenvolvimento sustentável e pelo cumprimento do Protocolo de Quioto, tudo matérias que se inserem mal na política sectorial da agricultura.

Depois, porque o ministro passou um autêntico atestado de incompetência e de falta de operacionalidade aos seu três antecessores, ao propor-se realizar, em seis meses, um vasto conjunto de medidas que esses antecessores não conseguiram realizar em dois anos e meio. Aliás, neste domínio, Nobre Guedes evidenciou uma grande obsessão pelo ex-ministro José Sócrates, fazendo permanentemente comparações entre as orientações seguidas e o trabalho realizado por aquele ministro durante o ano e meio em que foi titular da pasta do Ambiente e o que ele, Nobre Guedes, queria fazer agora, como se, entretanto, não tivesse havido dois anos e meio de Governo Durão Barroso e três ministros do Ambiente. A coisa foi mesmo ao ponto de Nobre Guedes ter apresentado, como muito positivo da sua parte, o facto de ter mantido como Inspector Geral do Ambiente o anterior Chefe de Gabinete de José Sócrates, esquecendo-se que estava a manter o Inspector Geral já antes também designado por Isaltino Morais e mantido por Amílcar Theias e Arlindo Cunha! E ainda bem».

Lino não analisou o caso da Arrábida, mas também neste Guedes contraria Theias que pediu um estudo isento ao Instituto Superior de Agronomia antes de fazer o Plano de Ordenamento. Não há cadastro das terras ...Como podem ser classificadas? Ou então as licenças fazem-se à maneira da Periquita. Um leitor do De comentou:
«Desde sócrates que usou os fundos para resolver o problema do ambiente já nem há problemas ambientais. O governo socialista resolveu tudo pelo que agora só com demolições na arrábida, onde todos moram inacreditavelmente porque recuperaram casas agrícolas e plantam cebolas. As intenções são secretas mas tudo leva a crer que não há dinheiro e que o ICN tem os telefones cortados com 1 milhão por pagar em telefones. A minha conta do telefone está controlada porque trabalho e não ando a falar ao telefone o dia todo. Só se for necessário e para assuntos muito urgentes»

Eis a realidade que bate à porta de Guedes....