A Nobre casa de Guedes

Este blog não poupará as mentiras de Nobre Guedes e os crimes da rede que anos a fio mercadejou ruínas, terrenos e almas, de forma absolutamente impune. A legalidade exemplar de Guedes é um exemplo vergonhoso de violação das leis, do decoro e da inteligência. A cultura de poder deste turiferário da extrema-direita fede e a prosápia nauseia. Leia este blog com lenço à mão...

3.10.04

"À trapaça junta-se portanto uma despudorada negação da evidência. Uma desesperada "fuga para a frente"!

Provando como é inútil a "despudorada negação da evidência", no dizer de Vital Moreira, o Correio da Manhã de hoje(3-10-04) demonstra a descomunal ilegalidade do licenciamento que Guedes conseguiu sacar em condições que merecem "case study" e um belo processo na PJ.
Texto integral em www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=133297&idCanal=10.

No artigo, o jornalista João Saramago demonstra que a vivenda Guedes teve o privilégio de ter pedido de licença aprovado ainda antes de ser feito o " PARECER TÉCNICO". Pior ainda: o parecer é um caso de polícia.

Os factos são bem descritos:
1)"O pedido de licença foi aprovado por unanimidade pela comissão directiva do Parque Natural da Arrábida a 17 de Fevereiro de 2003;
2)A decisão favorável do então presidente do parque, Celso Santos e de Augusto Pólvora (vereador comunista de Sesimbra), representante das autarquias, surgiu com base num parecer técnico anexo.
3) Contudo, este só foi elaborado por Manuela Cabral 14 dias depois, a 3 de Março de 2003, de acordo com a documentação que ontem o ministro do Ambiente colocou à disposição dos jornalistas, no Instituto de Conservação da Natureza."

Notável!

Por isso se cita o vice-presidente da Associação P’la Arrábida, Rui Passos, que conclui que “é uma prova da forma pouco clara como foi licenciada a moradia”.
Saramago acrescenta ainda um ponto essencial:há duas versões da miraculosa ruína - uma na câmara de Setúbal, outra no Parque! Diz o jornalista:

RUíNA I
"Na análise do processo é também possível constatar a presença de duas plantas diferentes da ruína que existiu na propriedade de Nobre Guedes. A planta, de Junho de 2001, revela uma área definida com 6,5 m por 5,30. Uma estrutura menos precisa – que integra esta primeira – está, por sua vez, representada com a área de 168 m2. Este levantamento coincide com a memória descritiva feita por um técnico da Câmara de Setúbal, em Setembro de 2000, em que pode ser lido que as ruínas “teriam tido no seu conjunto uma área aproximada de 168 m2, apesar de a parte visível ser de cerca de 45 m2”.

RUíNA II

Em contradição, surge o parecer técnico de Manuela Cabral. Na medição dos alicerces da ruína, a área em que desapareceram os vestígios é de 6,15 metros por 4,50. Bem maior é a área com vestígios que totaliza 161 m2.“


E acrescenta:
Curiosamente, um dos vigilantes do Parque que fez as medições no terreno é João Pernão, filho de um dos herdeiros e vendedores citados, Manuel Pernão”, da propriedade a Luís Nobre Guedes, revelou ontem o ‘Expresso’. Ao mesmo jornal, o ministro sublinhou: “Este é um caso de exemplar legalidade”.