A Nobre casa de Guedes

Este blog não poupará as mentiras de Nobre Guedes e os crimes da rede que anos a fio mercadejou ruínas, terrenos e almas, de forma absolutamente impune. A legalidade exemplar de Guedes é um exemplo vergonhoso de violação das leis, do decoro e da inteligência. A cultura de poder deste turiferário da extrema-direita fede e a prosápia nauseia. Leia este blog com lenço à mão...

11.10.04


A leitura do texto exacto difundido pela LUSA no dia 8 de Outibro é muito importante. As versões mutiladas difundidas na imprensa omitem aspectos relevantes:


PONTO 1
O Ministério do Ambiente comprometeu-se hoje a aprovar dentro de dois anos os 21 planos de ordenamento das áreas protegidas que ainda estão por concluir.

O secretário de Estado do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, disse em Mértola que até ao final deste ano serão aprovados os planos de ordenamento da Arrábida, da Malcata, da Serra de São Mamede e das dunas de São Jacinto.

Dentro de três meses vai também iniciar-se a discussão pública dos planos das áreas protegidas do Paul do Boquilobo, da Serra da Estrela, do Douro Internacional e da Serra d+Aire e Candeeiros.

Para o próximo ano, o Ministério do Ambiente promete aprovar 16 planos de ordenamento e, em 2006, os restantes seis.

Portugal tem 29 áreas protegidas, mas actualmente apenas oito têm planos de ordenamento (instrumentos para proteger o ambiente, compatibilizando a conservação da natureza com o desenvolvimento económico e social).

[Até aqui um cronograma sem explicações]

PONTO 2

Na quinta-feira, foi aprovado em Conselho de Ministros o plano do Parque Natural do Vale do Guadiana, oito anos depois de ter começado a ser elaborado.

O parágrafo seguinte surgiu cortado:

Jorge Moreira da Silva explicou que durante o processo de aprovação deste plano foram surgindo muitas contestações, nomeadamente da parte de agricultores ou produtores florestais que temiam restrições exageradas à actividade económica e social.

Respondendo a estas pretensões, o plano do Vale do Guadiana não terá qualquer regime de protecção total, dado que "não se justificava", segundo o secretário de Estado.

NOTA: muito curioso. O Governo anterior fixou o precedente do Plano Sintra-Cascais.Este também parece ir pelo mesmo caminho, mas vai ser preciso ver o Plano do Guadiana para saber se alteraram ou mantiveram o critério.

Moreira da Silva frisou aos jornalistas que o Ministério do Ambiente traçou como prioridade a conclusão dos planos de ordenamento de território das áreas protegidas.

"Por isso decidimos traçar metas. O grande salto que se fará será durante o próximo ano. Não são objectivos irrealistas, apesar de serem objectivos muito ambiciosos", comentou.


[Nenhuma nota sobre as tais demolições que hipnotizam o Grande Guedes, na sua cruzada obsessiva]

PONTO 3
[Mt importante - omitido nos clippings da imprensa. Silva Costa falou, finalmente!!!]

O presidente do Instituto da Conservação da Natureza (ICN), Silva Costa, adiantou que para concluir os planos de ordenamentos já aprovados foi usado menos de um décimo do orçamento de investimento do organismo.

"Isto prova que é possível com menos dinheiro fazer muito mais coisas", afirmou Silva Costa, quando questionado pela Agência Lusa sobre a capacidade financeira do Instituto, que tem vindo a sofrer constantes cortes orçamentais nos últimos anos.

O presidente do ICN admitiu ainda que para se concluírem todos os planos de ordenamento das áreas protegidas "faltava uma aposta e determinação".

"Essa determinação existe e é possível cumprir estes objectivos", acrescentou.

[Este hino aos novos chefes omite como é que o ICN vai viver e fazer o que lhe cabe. E nada diz sobre o Plano da Arrábida, que Silva Costa andou a defender em reuniões públicas em 2002, onde choveram picaretas e trovões, que o ICN deglutiu mal. Agora que está a fazer? Vai retirar do lixo o aborto redigido pelo demitido director Celso Santos? Copiar o Plano do Guadiana? Copiar Sintra-Cascais? ]

1 Comments:

Blogger zorros said...

A intenção anunciada de publicar o Plano de Ordenamento da Arrábida até ao fim do ano de 2004 pressupõe que o Ministério do Ambiente considera esgotada a fase de discussão pública. Quem conhece a primeira versão daquele documento sabe muito bem que não há ninguém que seja capaz de o converter num texto coerente e aceitável (em tão curto espaço de tempo) se não o fizer passar pelo crivo de uma nova discussão pública. Pelos vistos o contraditório só é relevante quando o governo sente que é atacado e precisa de se defender, mas quando as posições se invertem esse mesmo governo não hesita em pensar esmagar os legítimos interesses dos cidadãos e em dar cobertura às práticas pouco transparentes de um dos seus ministros.

11 de outubro de 2004 às 22:23  

Enviar um comentário

<< Home