A Nobre casa de Guedes

Este blog não poupará as mentiras de Nobre Guedes e os crimes da rede que anos a fio mercadejou ruínas, terrenos e almas, de forma absolutamente impune. A legalidade exemplar de Guedes é um exemplo vergonhoso de violação das leis, do decoro e da inteligência. A cultura de poder deste turiferário da extrema-direita fede e a prosápia nauseia. Leia este blog com lenço à mão...

28.9.04

uma fotografia aérea não permite avaliar uma área”???!!!!! Notável boutade!

O Correio da Manhã , pela pena de Rui Chaves, continua a sua excelente cobertura das mentiras de Guedes, desmontando a intoxicação que o Ministro faz com os dinheiros do Estado.
Note-se que o Guedes usa o Gabinete de ministro para explicar a trapalhada que criou enquanto Guedes-simples.E acha normal pôr o assessor a vender à imprensa info intoxicada, a propósito de um negócio particular.
O porta-voz (oficial e particular ao mesmo tempo) mete os pés pelas mãos e sem poder negar a prova que resulta da imagem por satélite declara (frase histórica!) que
“uma fotografia aérea não permite avaliar uma área”.

De facto era bom que estivessemos nos tempos do duque de Palmela, sem satélites espiões que apanham do céu os que "martelam" a verdade. Mas não estamos...

E quando alguém pedir uma versão da foto aérea com mais resolução, este assessor e o seu senhor vão poder ver melhor ainda a casa branca que está ao lado do terreno da Nobre casa.Ela permite comparar a dimensão da mini-ruína, sem margem para dúvidas. 168m2 não tinha!!!

Chegou-nos também aos ouvidos que foi o Celso ( o demitido director do Parque) que pilotou o processo nos serviços. Onde está a investigação da PJ à corrupção nos licenciamentos do Parque, começada nos tempos do Isaltino-que-tem-um-sobrinho-na-Suiça?Como foi possível o PNA emitir o parecer, de 6 de Julho de 2001, onde se lê – “ser de aceitar a reconstrução da área registada (168m2), bem como a alteração da localização” ?Quem o fez? Perante que elementos? Quem os forneceu? Como foram validados sendo certo que basta ir à ruína para se perceber que nunca ali puderam estar mais de 40m2?

E quem foi o testa de ferro que Guedes usou para pedir uma "informação prévia" ao parque sobre a viabilidade do negócio? Que papel desempenhou um cunhado do sinistro Pernão, funcionário do Parque, com fama sórdida entre os moradores da Aldeia da Piedade?

Eis o texto do CM:


Arrábida - blogue expõe diferença entre moradia e ruína

FOTOS DA CASA DE NOBRE GUEDES CHEGAM À INTERNET
Fotografias postas recentemente a circular na Net, no blogue nobreguedes-na-arrabida (http://nobreguedes-na-arrabida.blogspot.com), contestam a área de ruína e de possível edificação no terreno da Serra da Arrábida, adquirido pelo ministro do Ambiente, Nobre Guedes. Mais, acusam o ministro de construir a sua casa num local do terreno diferente daquele onde estava situada a ruína original.

Blogue denuncia que área da ruína é inferior à descrita pelo ministro

Recorde-se que em 2001, o pedido de licenciamento em nome de Sofia Guedes (mulher do ministro, à data sem qualquer função governativa) refere 168 metros quadrados (m2) como área de ruína (prédio urbano) e, consequentemente, passível de construção.

Mas, as fotografias divulgadas pelo referido blogue dão a ideia de uma área inferior, garantindo os respectivos autores que não ultrapassa os 40 m2.

Abordado pelo CM, o vice-presidente da Associação p’la Arrábida (ApA), Rui Passos, diz ter “verificado” no blogue aquilo de que “já tinha conhecimento na realidade”, referindo o que considerou serem “provas irrefutáveis” de que a dimensão real da ruína “é muito inferior” à que serve de fundamento ao pedido de licenciamento de construção.Por isso, no entender do arquitecto da ApA, “é necessário esclarecer” que tipo de “documentos” e quais os “fundamentos” para se dizer que a ruína tinha 168 m2.

PARQUE GARANTE LEGALIDADE

Confrontado pelo CM com as fotografias e acusações constantes no blogue (nomeadamente a da construção em local distinto da ruína original), fonte do gabinete do ministro começa por desvalorizar a prova fotográfica, defendendo que “uma fotografia aérea não permite avaliar uma área”. A mesma fonte remete para o parecer, vinculativo, do Parque Natural da Arrábida, de 6 de Julho de 2001, onde se lê – “ser de aceitar a reconstrução da área registada (168m2), bem como a alteração da localização” –, desabafando: “Fala-se tanto de uma casa com tudo legal e não se fala de outras com ordem de demolição pelo tribunal”.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Obrigado por Blog intiresny

21 de novembro de 2009 às 09:18  

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